29 de junho de 2015

Ensaio sobre um desafio político

Imagem DR
O desafio lancei-o em primeiro lugar a mim próprio. Depois, ainda antes de escrever, partilhei a intenção com os meus leitores. E agora, cá vai, um ensaio político que se pretende desvinculado de partidos e ou de pessoas ligadas aos partidos ou mesmo independentes que se vejam como candidatos nas próximas eleições autárquicas em Peniche (entenda-se candidatos a Presidente do Município), ainda mais quando estamos a dois anos de distância.


Em primeiro lugar, esta ideia apareceu-me depois de uma ligeira reflexão e que acabei por concluir que, sem ter dúvidas, as figuras que irão concorrer às próximas eleições autárquicas serão, necessariamente, gente "nova".

Em segundo lugar, também, porque me preocupo com o que melhor que pode e deve ser feito para o concelho que me adotou ou que eu adotei, se antes assim quiserem, em 1974, aos sete anos de idade. Esta preocupação, embora o faça em referência ao município, naturalmente, entendo que, por consequência natural, terá influência nos destinos das freguesias rurais e, obviamente, na freguesia urbana, claro.

Vejamos. 

Observando as últimas eleições, fico com a ideia que os mais "velhos", como cabeças de lista dos partidos que já geriram os destinos do município, não vão voltar a sê-lo, face ao insucesso, ou se quiserem, às derrotas sofridas. Falo de Jorge Gonçalves, do PS, atualmente com 59 anos, e Luís Ganhão, do PSD, 57 anos. Partidos que têm atualmente nas suas fileiras gente mais jovem e que, salvo melhor opinião, é capaz de trazer sangue novo e ideias novas para o concelho.

Por outro lado, e julgo que a grande questão estará aqui, a CDU, com o impedimento do atual presidente voltar a candidatar-se, abre-se uma "vaga", queira-se ou não, difícil de preencher. 

Se no caso do PS parece existir juventude e capacidade para substituir o ainda líder da concelhia, no PSD essa liderança já foi feita com gente nova, há algum tempo. Mais recentemente com Ademar Vala Marques, que por razões profissionais deixou o cargo, e depois,  por outro jovem, Filipe de Matos Sales (28 anos). Portanto, independentemente de outros nomes, o PSD parece levar vantagem.

É bom não esquecer os demais partidos que também concorreram no último sufrágio, como é o caso do CDS-PP, com um jovem como cabeça de lista, João Nuno Santos (33 anos), enquanto o BE apresentou Paulo Freitas (53 anos).

Feitas as contas, vou deixar fora destas os partidos não eleitos (BE e CDS-PP) e o PSD por, tal como acima referi, parecer estar já preparado.

Então sobram dois partidos: A CDU (PCP-PEV) e o PS. Pois é.

Quem serão os cabeças de lista de cada um? Palpites?

Se a CDU deixa de ter o atual presidente como possibilidade, quer-me parecer que esta mudança obrigatória vai provocar grande ondulação para o lado comunista. Então, sendo assim, quem será o Senhor que se segue?

Aposto em três nomes (aleatoriamente): Henrique Bertino, Jorge Amador e/ou Rogério Cação.

E para o PS? Ui... que não tenho palpites... Gente nova há! Capaz? Parece que sim! Com vontade de enfrentar uma eleição e um desafio tão grande? Essa é que é a questão. 

Acreditando que Jorge Gonçalves já não volta a candidatar-se, a pergunta é a mesma. Quem será o Senhor... e porque não, a Senhora que se segue?

Ora, se eu tivesse que escolher, por incrível que possa parecer, no caso da CDU, apostava, naturalmente num dos três que apontei, em especial naquele que muito respeito, admiro e entendo ser o que reúne maior consenso, com o devido respeito pelos restantes dois, e que é Rogério Cação.

Já para o PS, tendo em conta o dinamismo e a coragem, capacidade e amizade, apostaria em alguém que ao longo dos últimos anos já ganhou experiência - talvez ainda não suficiente - mas que a vida e o cargo que ocupa atualmente lhe poderão dar e que vejo como único nome possível dentro deste partido. Falo de Ângelo Marques que acompanhado pela equipa certa, seria/será uma boa escolha.

Ensaio feito, vou aguardar pelo feedback dos meus amigos e leitores deste blog, esperando que entendam que este é um ensaio feito com base na livre e espontânea vontade de me expressar sobre um tema que, embora delicado, me agrada, além de me preocupar.

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2013.02.07

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